Aprender hoje e sempre com o Fundador

A celebração do Dia do Fundador na sede geral da Obra de Santa Zita em Lisboa, no 13 de março último, foi mesmo preparada com o propósito de aprender e estudar a lição. Razões não faltam: a Escola Profissional ASAS (Agentes de Serviço e Apoio Social) funciona mesmo ali, partilhando o espaço com várias outras Respostas Sociais. E o horário lectivo do dia, ainda que muito especial, era de frequência obrigatória para mais de centena e meia de alunos.

O dia começou com a celebração da Eucaristia. Presidiu o Padre Nuno Tavares que, uma vez mais, quis firmar na mente e na alma de todos os presentes que o Senhor nosso Deus é bem disposto e dispõe bem. E que disso nos apercebemos sempre que nos dispomos a escutar e a acolher a Sua Palavra, para podermos depois transformar a nossa vida.

O Padre Joaquim Alves Brás foi declarado Venerável e Servo de Deus exactamente porque, tendo aceite sem reservas que Deus transformasse a sua vida, não se cansou de fazer transbordar a riqueza dos dons que Deus lhe tinha concedido por milhares de pessoas carenciadas. Em Monsenhor Brás, a Palavra de Deus não apenas está escrita; Ela acontece, torna-se realidade na vida de muita gente. É como uma taça que transborda, como diz o Salmo 23. Isto mesmo foi explicado por dois professores da Escola ASAS que, com o auxílio de alguns excertos de filmes do final dos anos 50 selecionados a partir dos arquivos da Obra de Santa Zita, conduziram os alunos a descobrir como o Padre Brás interveio ativa e decisivamente no País e na época histórica em que viveu e ainda teve horizonte de alma para sonhar com o Ensino Profissional.

O início da tarde foi ocupado com visita de estudo. Metade dos alunos, visitou o jazigo onde repousam os restos mortais do Fundador, no Cemitério dos Prazeres, aproveitando o périplo pelo mesmo cemitério para, através da observação comparativa dos vários estilos arquitectónicos das edificações funerárias que ali estão, melhorar os seus conhecimentos acerca da História de Portugal nos últimos cem anos.

A visita de estudo que, pelo programa, coube aos restantes alunos foi um exercício não menos interessante. O quarto (e respectivo anexo) em o Fundador fazia o seu repouso, não era nada luxuoso, nem sequer muito espaçoso, nem ele se importava com isso. Dele ainda restam, ainda que poucos, alguns objectos de uso pessoal. Um pormenor importantíssimo fez com que Monsenhor Brás quisesse que fossem sempre ali os seus aposentos: o quarto e seu anexo têm acesso direto e rectilíneo à Capela. O Padre Brás gostava de dormir a não muito mais do que dez metros do Santíssimo Sacramento!